domingo, fevereiro 12, 2006




O bem deve ser feito simplesmente por fazê-lo.

Não para ir para o céu. Não para se livrar do carma. Não para se livrar da culpa.

O bem deve ser feito por que o bem constrói.

Não sei se há um inferno. Não sei se há um deus vingativo.

O que eu sei é o que o bem causa sorrisos. E mesmo que não cause, ele deve ser feito.

De coração puro. Sem nada esperar. "Que sua mão esquerda não saiba o que faz a direita!"

Não para aparecer. Não pela glória da bondade.

O bem deve ser feito de maneira natural. Deve ser comum como ventar, deve ser como respirar...

Os atos de bondade nem devem ser guardados na memória. Eles devem ser feitos e apagados para que não haja a tentação de usá-los para as coisas más, como cobranças ou chantagens.

Não se deve gastar tempo decorando o que você fez de bom. O bem não é moeda. Um ato bom não tem peso. Pode ser pequeno ou grande, tem simplesmente o mesmo valor.

Fazer o bem é um exercício de esquecer. Esquecer deixa o coração leve e preparado...

Eu sei que é pretensão escrever sobre o bem. Definir o bem é algo perigoso, que pode nos levar a pensar que temos propriedade sobre ele.

Por isto, é bom nem pensar muito. Vamos fazendo. Vamos fazendo...



Eu sei que ele está em você. Eu li nos teus olhos...